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segunda-feira, março 07, 2016

Eternal serenity

She’s sleeping in the living room, covered in but a thin white and blue sheet. I can listen to her low snoring and see her toes sticking out just a little bit. I smile and sit down beside her, careful not to wake her or the silent, black, peaceful angel nested around her feet. I pull the sheets to keep her feet warm. I know they get a bit cold now and then.

Slowly, tenderly, I touch her shoulder and strike down her arm until my hand falls down on her waist and I let it rest there for a while. I come a little closer, just enough so that she can hear me whispering in her dreams.


“You are the most important person in my life. And I will never, ever, leave you. That’s a promise. Sweet dreams, my angel. I love you. I always will.”

quinta-feira, novembro 07, 2013

Renascer

À trêmula luz das velas os cabelos ruivos, fogo de palha, soltos sobre a face da moça. Serena.. o toque do nylon úmido, tin-tilintar das gotas lá fora nos ramos da mata fechada, sinfonia de cigarras e coral de lobos em gracejo à noite. O traçar das linhas da meia sombra nas curvas dos seios cintura quadril coxa e por entre as pernas, dedos curiosos outros entrelaçados nos fogos-fios incandescentes. Um toque leve na nuca, calor nos lábios e escuridão, apenas uma lembrança da luz trêmula. Tempo. Tudo. Nada. Amor e ódio. Uivos para a lua, guerra, paz e uma gota de suor quente na base dos seios no tecido úmido do lençol. Tocando outros seios num corpo só entrelaçado, carícias trocadas de leve pelas pernas.

Serenas, nuas nos fios do lençol neve, branco, alvo, uma gota, avermelhado, outra, mais uma, maior e a mancha de sangue vivo. Inocência morta, paixão em fogo vivo, renascimento em outra mente corpo mundo.

Ela nunca mais será, nem quer ser, a mesma.
Que o fogo da vida a consuma.

domingo, junho 10, 2012

Intensidade

A água quente cai, pingando dos cabelos curtos, cada gota descendo o pescoço em uma corrida frenética, escorrendo e esfregando a pele, limpando toda impureza.
Paixão.
Tranquilidade.

Através da janela um berro de dor, alto, adulto, atravessando a espinha dorsal como a lança de um cavaleiro em combate, arrastando a tranquilidade pelo ralo.
Ânsia.
Pavor.

Outro grito mais agudo, criança, perfurando o coração e dobrando os joelhos como se trespassados por pelas flechas de um exímio arqueiro, leva o pavor embora.
Impotência.
Desespero.

E o silêncio repentino, na mente mil imagens sons gestos faces se formando, a dúvida, a dádiva da vida se encerrando, a dádiva da morte se erguendo imponente.
Remorso.
Aceitação.

Então risadas.
Surpresa e raiva.

Tranquilidade.
A vida segue em frente, segue em paz.

segunda-feira, maio 21, 2012