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domingo, julho 07, 2013

Keep on tryin'

Eu tenho bebido ultimamente — talvez até um pouco demais — e queria confiar a você todas as minhas verdades, mas não sei como te alcançar.. Eu fico tão tranquilo quando tenho a oportunidade de te ver sorrir, por isso vou continuar tentando.. Vou ser bem sincero, não posso mais mentir e estou tão cansado de chorar.. que só tem uma coisa que eu posso fazer. Tenho que encontrar um jeito de te convencer.. de que é sempre só você.

quinta-feira, junho 06, 2013

A lua me chama

Tive aquela sensação de novo. Aquele grito que sobe pela garganta, e quer sair.. mas não em palavras, não em vocábulos compreensíveis pelos seres humanos. É uma voz, algo que vem de dentro, do meu cerne, do meu sangue. Está no sangue das minhas irmãs também.. irrompendo como um grito de guerra, como um chamado primitivo para o que tem de mais animalesco em mim. De mais visceral..

Não espero que muitos compreendam, acho que poucos têm essa necessidade. É, é uma necessidade, o que significa que eu não conseguiria viver sem isso. De tempos em tempos não tenho como resistir.. e nem quero. Nem preciso. Eu solto o que está preso dentro de mim e.. me liberto completamente. Da vida, das pessoas, dos problemas.. das amarras da sociedade, e mesmo que seja só por alguns instantes, é suficiente..

Volto com o espírito renovado. E pronto pra suportar a vida e tudo o que acontece ao meu redor. Tudo com o qual meu lado racional não sabe lidar..

A lua me chama. Não precisa estar cheia, só precisa estar no céu.

Como é bom uivar para a lua..

sexta-feira, maio 31, 2013

From time to time

Sometimes I feel like I have a lot of friends
and sometimes, like I'm all alone.

Sometimes I feel like I'm mad and sad
and sometimes, like I'm happier than ever.

Sometimes I feel like I do a lot of things
and sometimes, like nothing I do matters.

Sometimes I feel like I'm Dr. Jekyll and Mr. Hyde
and sometimes, like I'm just being myself.

Sometimes I feel like I'm beautiful
and sometimes, like I'm horribly ugly.

Sometimes I feel like I'm living poorly
and sometimes, like I'm having the time of my life.

Sometimes I feel like creating wonders
and sometimes, like destroying something beautiful.

Sometimes I feel like I have all I need
but always, all I need is you.
But you're not around..

sexta-feira, maio 24, 2013

Das palavras

Me acho no limbo, perdido entre o agora e o depois.
Suspenso como um clone esperando pra ser animado.

Me sinto inútil, pois achei que tinha feito tudo certo,
que aquelas tardes juntas viriam a ser mais, e mais.

Desamparado, sem saber se vou, volto, ou nenhum dos dois.
Depois de tudo o que passamos, existe algo, ou estou errado?

Arrependido, pois minha cautela foi que te afastou
e te perdi então pra algum outro que te fez sorrir.

Me sinto triste, pois os anos passam e eu ainda espero,
e não te vejo radiante ao falar dos outros, nem um bocado.

E quando me perguntam por que não te esqueço,
não sei dizer. Não há palavras que sirvam de resposta.

Tudo que sei é que você mora no meu coração,
e que mesmo se tudo parece em vão.. é impossível.

Das palavras, impossível é a única que me vem, que serve
pra responder a essa questão tão simples e tão.. dura.

Mais fácil suportar não ser pra você o mesmo que você é pra mim
em silêncio, mas ao seu lado.
Porque é impossível simplesmente seguir adiante.

quarta-feira, maio 09, 2012

Bom dia

Olhos que se abrem tentando fechar-se no mesmo instante. Um travesseiro macio que não é o seu, e algo pesando sobre seu braço direito. Ao redor, um edredon quente que também não é o seu, assim como a mesinha de cabeceira colonial, o lustre de cristais e o armário de madeira maciça. Não há os posters de seus heróis, mas de Marilyn Monroe e outras famosas da mesma época. Extremamente agradável, combinando perfeitamente com a parede escurecida. A mulher ao seu lado, linda, com um cigarro aceso nos lábios e um olhar misterioso, fixo nas inúmeras estrelas pintadas no teto.


Ela sorri e diz: "bom dia.."

sexta-feira, junho 11, 2010

quarta-feira, março 03, 2010

Solidão

é quando seu dia dá todo errado
e tudo o que você quer fazer
é sumir como a fumaça no vento.

terça-feira, janeiro 12, 2010

Quem te viu, quem te vê

Eu sempre penso no que pode acontecer se eu soltar o monstro que tem dentro de mim. Deixar o passageiro negro tomar a direção. E sempre espero que não aconteça nunca, pois o que eu vejo é simplesmente feio demais.

Será que todo mundo tem um monstro tão feio dentro de si?

sexta-feira, janeiro 08, 2010

Compreensão

Como se pode compreender algo que vem de lugar algum e vai a lugar nenhum, sem deixar vestígios do motivo pelo qual passou por ali? Queria uma resposta.

Queria saber o que foi aquilo.

segunda-feira, dezembro 07, 2009

As cidades invisíveis ²

AS CIDADES E AS TROCAS 2
"Em Cloé, cidade grande, as pessoas que passam pelas ruas não se reconhecem. Quando se vêem, imaginam mil coisas a respeito umas das outras, os encontros que poderiam ocorrer entre elas, as conversas, as surpresas, as carícias, as mordidas. Mas ninguém se cumprimenta, os olhares se cruzam por um segundo e depois se desviam, procuram outros olhares, não se fixam.
Passa uma moça balançando uma sombrinha apoiada no ombro, e um pouco das ancas, também. Passa uma mulher vestida de preto que demonstra toda a sua idade, com os olhos inquietos debaixo do véu e os lábios tremulantes. Passa um gigante tatuado; um homem jovem com os cabelos brancos; uma anã; duas gêmeas vestidas de coral. Corre alguma coisa entre eles, uma troca de olhares como se fossem linhas que ligam uma figura à outra e desenham flechas, estrelas, triângulos, até esgotar num instante todas as combinações possíveis, e outras personagens entrem em cena: um cego com um guepardo na coleira, uma cortesã com um leque de penas de avestruz, um efebo, uma mulher-canhão. Assim, entre aqueles que por acaso procuram abrigo da chuva sob o pórtico, ou aglomeram-se sob uma tenda do bazar, ou param para ouvir a banda na praça, consumam-se encontros, seduções, abraços, orgias, sem que se troque uma palavra, sem que se toque um dedo, quase sem levantar os olhos.
Existe uma contínua vibração luxuriosa em Cloé, a mais casta das cidades. Se os homens e as mulheres começassem a viver os seus sonhos efêmeros, todos os fantasmas se tornariam reais e começaria uma história de perseguições, de ficções, de desentendimentos, de choques, de opressões, e o carrosel das fantasias teria fim."
Italo Calvino