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quinta-feira, novembro 17, 2016

Acompanhar

Ela sai do edifício onde trabalha e lá está ele apoiado, como quem não quer nada, na parede do metrô. Ela sorri e ele sorri de volta ao encontrar seu olhar, se move em sua direção cheio de ansiedade e a abraça forte, apaixonadamente. Um beijo brota em seu pescoço e ela ri do calafrio que percorre suas costas.

"Vim te acompanhar!", e de mãos dadas eles descem as escadas, sentam-se juntos no vagão mais distante e contam das coisas do dia. Ele a observa tocar os cabelos longos enquanto conversam, seus olhos se encontrando e dizendo o que suas bocas, cúmplices, não precisam dizer.

Pega suas mãos de pele macia e as massageia suavemente — ela precisa relaxar do dia cansativo de trabalho para encarar o que ainda vem. Fecha os olhos e sente a tensão indo embora, o corpo ficando leve e a mente esvaziando.. nada mais importa, nada..

Chegando a seu destino, ele a acompanha o mais que pode e "até logo, bonita.. espero te ver em breve!", retribuído por um sorriso e um olhar que respondem num instante às perguntas mais difíceis. Ela vai embora, tranquila. Ele a acompanha com o olhar e a vê desaparecer.

Volta-se, vai embora.

Com ela no pensamento.. com ela no coração.

Mais uma vez ele a fez sorrir e esquecer, pelo menos por um momento, de todas as suas preocupações.

Tudo o que queria.

segunda-feira, março 07, 2016

Eternal serenity

She’s sleeping in the living room, covered in but a thin white and blue sheet. I can listen to her low snoring and see her toes sticking out just a little bit. I smile and sit down beside her, careful not to wake her or the silent, black, peaceful angel nested around her feet. I pull the sheets to keep her feet warm. I know they get a bit cold now and then.

Slowly, tenderly, I touch her shoulder and strike down her arm until my hand falls down on her waist and I let it rest there for a while. I come a little closer, just enough so that she can hear me whispering in her dreams.


“You are the most important person in my life. And I will never, ever, leave you. That’s a promise. Sweet dreams, my angel. I love you. I always will.”

segunda-feira, julho 08, 2013

Making love ~Seeley

"Here we are, all of us — basically lone, separate creatures — just circling around each other, searching for the slightest hint of a real connection.

Some look in the wrong places.. some, they just give up hope 'cause in their mind they think "Oh, there's nobody out there for me". But all of us, we keep trying over and over again.

Why? Because every once in a while.. every once in a while two people meet and there's that spark, and yes, he might be handsome and she might be beautiful, and maybe that's all they see at first. But making love.. making love.. that's when two people become one."

~ Seeley

quinta-feira, junho 06, 2013

A lua me chama

Tive aquela sensação de novo. Aquele grito que sobe pela garganta, e quer sair.. mas não em palavras, não em vocábulos compreensíveis pelos seres humanos. É uma voz, algo que vem de dentro, do meu cerne, do meu sangue. Está no sangue das minhas irmãs também.. irrompendo como um grito de guerra, como um chamado primitivo para o que tem de mais animalesco em mim. De mais visceral..

Não espero que muitos compreendam, acho que poucos têm essa necessidade. É, é uma necessidade, o que significa que eu não conseguiria viver sem isso. De tempos em tempos não tenho como resistir.. e nem quero. Nem preciso. Eu solto o que está preso dentro de mim e.. me liberto completamente. Da vida, das pessoas, dos problemas.. das amarras da sociedade, e mesmo que seja só por alguns instantes, é suficiente..

Volto com o espírito renovado. E pronto pra suportar a vida e tudo o que acontece ao meu redor. Tudo com o qual meu lado racional não sabe lidar..

A lua me chama. Não precisa estar cheia, só precisa estar no céu.

Como é bom uivar para a lua..

quarta-feira, abril 24, 2013

Quando o tempo para

Ao toque daquelas mãos em suas costas nuas, a garota, deitada de bruços sente um arrepio, mas aquele arrepio gostoso que a faz tremer e querer mais, e mais.. de repente seu sutiã está solto, uma leve faixa de pele tão sedosa que os dedos se demoram ali, acariciando de um lado ao outro, examinando a já quase oculta marca de sol. Repetidamente, mas cada vez como se fosse a primeira.. ela então sente a carícia subindo, tocando-lhe as asas, juntando-se e aquecendo seu pescoço, sua nuca, correndo então aos ombros e desce vagarosamente pelos braços já relaxados, estendidos ao lado do corpo.. as mãos percorrem sua pele lentamente, sentindo a tensão se esvaindo ao toque que vai chegando e envolvendo seus punhos, com firmeza mas sempre delicadamente e ela sabe que está completamente entregue.

Por um momento, nada.. então sua cintura é envolvida por um toque forte fraco, indeciso preciso e todas as preocupações daquele dia já se foram assim como toda a vontade de algum dia sair da cama, dos braços fortes que movem-se determinados a fazê-la sentir-se pluma leve, dos dedos pressionando-a forte para baixo, para longe do mundo real.. às vezes ela sente que as mãos roçam de leve seus seios - será de propósito? e ela não sabe nem liga, pois tudo o que sente agora é paz, aquele toque delicioso que agora desce um pouco abaixo da cintura, um pouco mais e envolve completamente sua bunda, única parte de seu corpo ainda escondida, ela descobre, e aquelas mãos traçam as beiradas da calcinha vermelha, numa brincadeira de vai-não-vai passando de leve pelo lado de dentro, sempre pressionando com a força exata para fazê-la tremer, sentir-se livre de tudo e todos.. então elas continuam descendo, centímetro a centímetro de pele aveludada sendo cuidadosamente descoberto, e aquele beijo repentino em sua coxa esquerda a faz explodir de tesão, mas era só isso, só um gosto de algo que ainda se demora e agora suas panturrilhas sentem aquele aperto gostoso que continua aos poucos descendo até os tornozelos e.. nada novamente.

Aturdida, ela se pergunta se acabou, começa a virar-se para trás e então o sente, deitando-se sobre ela, seu corpo pressionando o dela e ele sente a pele macia na sua, e o cheiro de seus cabelos e o sabor do beijo que rouba-lhe no pescoço, e então.. a garota vibra, e aquela sensação em sua nuca lhe diz que nada mais importa, que o tempo parou só para ela, só para aquele toque que lhe causa arrepios, mas aquele arrepio gostoso que a faz tremer e querer mais, e mais..

e ela sabe que está completamente entregue.

quarta-feira, abril 10, 2013

We danced anyway

"One day, I haven't told you
I just wanna hold you
and never let go..
just let me find a way..

and the band played
songs that we had never heard
but we danced anyway..
I never understood the words
and you sang, oh,

lalala, la lala, la lala, la.."

quinta-feira, fevereiro 28, 2013

Medo, medo, vasto medo

E o tempo todo ele pensava se deveria beijá-la.. segurando sua mão, acariciando seus cabelos ou sentindo seus dedos trançados.. mas afinal, não conseguiu fazer nada.

terça-feira, novembro 06, 2012

História ainda instante

Pela janela, o canto dos pássaros e o sol da manhã. Seu corpo, desnudo, evidente sob o lençol fino em curvas pequenas, perfeitas.. Os cabelos escuros, compridos no travesseiro, sobre os olhos adormecidos. Tanto encanto, belo, espanto. Toque.. e a sensação da seda, correndo seu braço com os dedos.. paz, e o desejo do tempo congelado, só neste instante, momento eterno.

Mas o tempo não para, e o instante não é mais instante e sim história. Na ponta do lápis.

Na ponta da língua, nos lábios um beijo. Só meu, seu, nosso. E ele não some. Mesmo história, não some.

Ainda hoje.. ainda estou com o seu beijo.